Veio então um grande salto. Um prédio comercial, doado pelo pai de Dom, deu origem ao Espaço Cultural Casa Verde, onde arte, tecnologia e impacto social passaram a caminhar lado a lado.
Foi nesse espaço que nasceu o Projeto Vidros da Amazônia. Com eletrônicos doados por amigos e vizinhos, o casal desenvolveu uma máquina artesanal para cortar garrafas de vidro. E ela funcionou: cerca de 30 mil garrafas foram recicladas e viraram copos, luminárias, potes, castiçais e muitos outros produtos criativos. Um sistema de troca completava a ideia, e quem levava garrafas voltava para casa com produtos reciclados. A comunidade abraçou o projeto.
Outras ideias floresceram ali: o Cine Cult Social, com sessões semanais de cinema; a Caixa de Especiaria Solar, criada para secar ervas da própria horta, como ora-pro-nóbis, hortelã, menta e vinagreira, que depois se tornou um projeto de Marcelly e chegou a ser citada em um livro; e o D-Toy, uma linha de brinquedos feitos com resíduos recicláveis, com personagens como o Cuco Louco, de madeira, o Cubo T, de papelão e plástico, e os Magrelos, esculpidos em arame.